As famosas "canetinhas" ganharam os holofotes nos últimos tempos. Mas você sabe como elas realmente funcionam e, principalmente, qual o papel da nutrição nesse processo?

Originalmente desenvolvidas para o controle do diabetes tipo 2, as medicações análogas de GLP-1 e GIP tornaram-se grandes aliadas também no tratamento da obesidade. Elas agem imitando hormônios que produzimos naturalmente, trabalhando diretamente no eixo intestino-cérebro.

Como elas agem no seu corpo?

O mecanismo de ação é bem completo:

  • Controle da Fome: Aumentam a sensação de saciedade e reduzem o apetite.
  • Gestão da Glicose: Estimulam a liberação de insulina e bloqueiam o glucagon, reduzindo o açúcar no sangue.
  • Digestão Prolongada: Elas tornam o esvaziamento gástrico mais lento, o que mantém a sensação de "estômago cheio" por mais tempo.

O desafio dos efeitos colaterais

Apesar dos benefícios no peso e na glicemia, o uso pode trazer desconfortos como enjoos, vômitos, diarreia e uma perda excessiva de apetite.

O grande risco, no entanto, surge quando o medicamento não é acompanhado de mudanças no estilo de vida. Sem o ajuste alimentar e a prática de exercícios, o paciente pode enfrentar uma redução expressiva de massa muscular e deficiências nutricionais graves, piorando ainda mais os efeitos colaterais.


Estratégias Nutricionais para o Sucesso

Se você utiliza ou vai utilizar essas medicações, o ajuste na dieta é fundamental para minimizar desconfortos e garantir um emagrecimento saudável:

  • Fracione as refeições: Como a digestão está mais lenta, pratos volumosos causam desconforto. Coma menos, mas com maior frequência.
  • Atenção às gorduras: Alimentos gordurosos retardam ainda mais a digestão e são os principais gatilhos para náuseas.
  • Hidrate-se constantemente: Beber água é vital para prevenir a desidratação e auxiliar no processo digestivo.
  • Equilibre as fibras: Elas são essenciais, mas o excesso pode deixar a digestão pesada. Priorize fibras solúveis e capriche na água.
  • Foco total nas proteínas: Para evitar a perda de músculos, priorize fontes magras como peito de frango, ovos, leguminosas e laticínios desnatados.
  • Variedade no prato: Inclua frutas, vegetais e grãos integrais diariamente para garantir as vitaminas e minerais que seu corpo precisa.

O papel do exercício e do acompanhamento

Não se esqueça: a musculação e os exercícios de resistência são indispensáveis para proteger seus ossos e músculos durante o emagrecimento.

O medicamento é uma ferramenta, mas o sucesso a longo prazo depende da base que você constrói. Ter um nutricionista para chamar de seu faz toda a diferença para que o tratamento seja seguro, eficaz e sustentável.


Gostou das dicas? Se você está iniciando esse tratamento ou precisa de ajuda para ajustar sua rotina, vamos conversar! Agende sua consulta e vamos juntos alcançar seus objetivos com saúde.